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Antonio Dourado

Douglas Mota

O meritiense Antonio Dourado é um educador, seja como professor e pedagogo, seja como fotógrafo. Ele acredita que as duas áreas podem funcionar em conjunto. “A fotografia pode servir, nas escolas, como um material didático poderoso no processo de ensino-aprendizagem de diferentes áreas de conhecimento”, afirma, reforçando que as representações visuais dos estudantes e de suas comunidades feitas por eles próprios podem servir à sua formação identitária e política. “Através da produção de suas próprias narrativas visuais, os jovens se reconhecem criticamente e podem contar suas próprias histórias”, diz Antonio.

Aos 51 anos, Dourado atua como pedagogo nas redes de ensino federal e municipal de Duque de Caxias. Em Caxias, aliás, ele iniciou um projeto de oficina de fotografia com estudantes de Educação de Jovens e Adultos (EJA), que precisou ser interrompido devido à pandemia de Covid-19.

Sua relação com a fotografia se deu de forma autodidata, mas ainda assim cursou uma formação do programa Imagens do Povo e do Observatório de Favelas da Maré. Sua atuação busca dar visibilidade a segmentos que geralmente são marginalizados ou invisibilizados. Uma dessas frentes é “traduzir as representações e narrativas visuais das religiões de matriz africana e da militância política e artística negra da Baixada Fluminense”, assim como registrar as “expressões, potências e desafios” da educação pública no Grande Rio, as ocupações humanas e os encantos naturais, em especial do recôncavo da Baía de Guanabara.

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© 2021 Antonio Dourado

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