Revista digital criada para discutir e desvendar a Baixada Fluminense

Edição VIII (de bolso)


Fotografias em prol da conservação

Para além da competição, concurso fotográfico revelou imagens preciosas da biodiversidade que resiste nas unidades de conservação da Baixada
Douglas Mota

Só se protege aquilo que se conhece, e a fotografia é uma forma de conectar a natureza, por vezes invisibilizada e ameaçada nos centros urbanos, e os cidadãos. Esse é o propósito maior do 1° concurso fotográfico #AMOUCsBaixada, que premiou três fotógrafos que registraram em suas lentes belas imagens das unidades de conservação espalhadas pela Baixada Fluminense.

“Nosso propósito era disseminar a importância desses espaços para a Baixada Fluminense e mostrar toda a beleza cênica e a biodiversidade”, conta a geógrafa Tayane Guedes, idealizadora do projeto. O concurso surgiu de sua pesquisa de mestrado em geografia na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), sob orientação da professora Karine Bueno Vargas.

Para Tayane, foi uma oportunidade de unir ciência e arte. “[As fotos] Partem do ponto de vista de um olhar único, sendo possível observar quais são as percepções de quem participou fotografando ou de quem olha as fotos e comenta-as durante as rodas de conversa”, afirma. Há ainda um valor documental, já que as imagens foram enviadas a cientistas da região e gestores das unidades, que buscarão nos registros possíveis novas espécies de animais e plantas.

Ao todo, foram 78 participantes que enviaram 145 fotografias, divididas entre três categorias: paisagem, flora e fauna – cada pessoa poderia enviar até uma para cada quesito. Uma comissão de fotógrafos profissionais e ambientalistas selecionou 30 obras (10 para cada categoria), que foram expostas no perfil da concurso no Instagram, onde competiram por votação popular, apurada a partir da quantidade de likes. O resultado foi divulgado em julho, e a premiação ocorreu no dia 3 de setembro, no Horto Municipal Luiz Gonzaga de Macedo, em Queimados.

O primeiro lugar ficou com Dyllan Gondim, vencedor no quesito flora, que registrou um recorte da vegetação do horto queimadense e foi premiado com uma câmera DSLR, uma lente e uma camiseta do concurso. Em seguida, vem Richard Figueiredo, na categoria fauna, que capturou uma rã rara e colorida na Floresta Nacional Mário Xavier, em Seropédica, e ganhou um tripé fotográfico, um livro de temática ambiental e uma camisa. Já a terceira colocação ficou com Edgard Martins, que fotografou a deslumbrante paisagem noturna do Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu.

O legado da competição, no entanto, vai além. Todas as fotografias finalistas serão mostradas em uma exposição itinerante, que está percorrendo as áreas de preservação da Baixada. Em outubro, ela ocorreu em conjunto com uma oficina de geofotografia e conservação na Floresta Nacional Mário Xavier e deve passar também pelo Parque Natural Municipal de Nova Iguaçu.

Clique nas imagens para ampliá-las:


Índice – Edição VIII (de bolso)

2. Reportagem: Sustentabilidade para quem precisa

3. Reportagem: Censo 2022 chega à área rural da Baixada

4. Poesia: “à margem”, de Lasana Lukata

5. Reportagem/Galeria: Fotografias em prol da conservação

6. Reportagem: Das cinzas ao verde

7. Poesia: “poema degradado”, de Lasana Lukata

8. RadarBXD

9. Expediente

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