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Baixada em dados

Douglas Mota

No senso comum, a Baixada Fluminense tende a ser tratada como território homogêneo, sinônimo de todas as mazelas sociais encontradas numa metrópole. Mas ao analisar o perfil das 13 cidades separadamente, constata-se perfis diferentes, com diversas configurações, modos de vida, qualidade de serviços. Nesta primeira reportagem, colhemos dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan) e os reunimos de modo a permitir a visualização e a comparação desses números, que pouco podem significar isoladamente.

De Itaguaí a Guapimirim, passamos por áreas apelidadas de “formigueiro”, tamanha a densidade populacional, como São João de Meriti e Belford Roxo,  e por cidades que sequer aparentam pertencer a uma região metropolitana, como as pacatas Paracambi e Guapimirim. As discrepâncias também estão presentes na economia. A indústria petroquímica impulsiona Duque de Caxias, enquanto outros municípios têm dificuldades em encontrar uma vocação econômica.

Às vezes, nos deparamos com contradições. Como pode Nilópolis possuir o mais alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) da região e, por outro lado, ter o segundo mais baixo rendimento médio dos trabalhadores formais? Seropédica tem menos de 20% das ruas asfaltadas, mas foi a melhor avaliada pelo Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal. Por outro lado, alguns aspectos são comuns a todos os municípios, como a má qualidade da educação. Todas as 13 cidades ficaram de recuperação no IDEB, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica. Tanto nos anos iniciais do Ensino Fundamental, quanto nos anos finais, nenhuma conseguiu ficar igual ou acima da nota média nacional.

No infográfico a seguir, selecionamos os números de população, densidade populacional, PIB, PIB per capita, IDH, Índice Firjan de Desenvolvimento Municipal, rendimento médio dos trabalhadores formais, média no IDEB, esgotamento sanitário adequado e urbanização e arborização de vias públicas numa longa radiografia da Baixada. Ao longo das próximas edições, vamos responder àquelas dúvidas que surgiram e contextualizar esses números para que façam sentido no cotidiano dos moradores.

Atenção: por razões técnicas, o infográfico não está aparecendo na página. Para visualizá-lo, clique aqui.

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