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Você sabe o que significa o nome da sua cidade?

Itala Barros

Duque de Caxias

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

Durante o processo de emancipação, nos anos 40, José Luiz Machado, um antigo morador da região, achou interessante batizar o município em homenagem a um dos mais ilustres filhos da cidade: o Marechal Luiz Alves de Lima e Silva, que ficou eternizado na história como Duque de Caxias, título com o qual foi condecorado após a Guerra do Paraguai.

Nova Iguaçu

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

Nas margens do Rio Iguaçu, palavra que em tupi-guarani significa rio grande, começou o desenvolvimento da freguesia de Nossa Senhora da Piedade do Caminho Velho.  Sua prosperidade agrícola e importância no escoamento das mercadorias do interior fluminense fizeram com que o governo concedesse autonomia à região batizando-a com o nome Iguaçu.

Belford Roxo

Fotos: IBGE; Reprodução
Fotos: IBGE; Reprodução

Em 1888 uma grave crise hídrica assolou o estado do Rio de Janeiro. Dentre as soluções, foi a proposta por uma junta de engenheiros organizada por Paulo de Frontin. Com algumas obras de infraestrutura, eles conseguiram captar em apenas seis dias mais de 15 milhões de litros d’água na Vila do Brejo. Um ano após o “Milagre das Águas”, nome com o qual o evento ficou conhecido, um importante  engenheiro da obra,  Raymundo Teixeira Belford Roxo acabou morrendo. O Brejo, que já havia se chamado Santo Antônio de Jacutinga, Ipueras e Calhamaço Brejo, passou a se chamar Belford Roxo, em homenagem a esse ilustre engenheiro.

São João de Meriti

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

As áreas que hoje formam a cidade eram cortadas pelos rios Meriti (palavra Tupinambá para a palmeira Buriti) e  Sarapuí (nome também Tupinambá, significa Rio dos Sarapós, peixes que eram abundantes naquele curso d’água). Os dois rios eram os principais responsáveis pelo escoamento das mercadorias produzidas na região, o que dava um grande status para localidade. Em 1875, teve início a construção da capela de São João Batista de Meriti, que se tornou ponto de referência da cidade e foi escolhido como seu nome em sua emancipação, em 1947.

Mesquita

Fotos: IBGE; Reprodução
Fotos: IBGE; Reprodução

Foi o último município da Baixada a conquistar sua emancipação, em 2001. Porém, seu nome vem ainda do século XIX. Com a expansão da malha ferroviária fluminense, o Arraial de Cachoeira foi uma das localidades a receber uma estação, que acabou ganhando o nome de Jerônymo de Mesquita, influente membro da realeza. Pouco tempo depois, a população acabou abreviando o nome para Mesquita, nome que perdurou até sua independência.

Queimados

Fotos: Prefeitura de Queimados; Vasco Giacometti (acervo de Wagner Langer)
Fotos: Prefeitura de Queimados; Vasco Giacometti (acervo de Wagner Langer)

Há muitas versões prováveis para o nome Queimados. Alguns dizem que o nome provém dos milhares de corpos de leprosos que eram queimados, advindos do leprosário que ficava onde hoje fica a Estrada do Lazareto. Outra versão similar é a de que os escravos fugidos das fazendas da região que eram mortos e queimados pelos seus senhores na atual Praça Nossa Senhora da Conceição, no centro da cidade, como punição exemplar. Mas umas das versões mais aceitas dá conta de que quando o imperador Dom Pedro II passava pela região para inaugurar a a Estrada de Ferro, em 1858, viu uma grande queimada que estava sendo feita e chamou o lugar de “Morro dos Queimados”. Existe a teoria de que nesse fogo estavam sendo cremados os corpos de milhares de chineses que foram trazidos pela companhia britânica responsável pela construção da ferrovia e que padeceram de doenças como malária e tuberculose.

Nilópolis

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

Durante cerca de 100 anos, o território que hoje é conhecido como Nilópolis foi parte integrante da capitania de São Vicente. Até que, em 1621, a área passou para João Álvares Pereira e ficou lembrada como Fazenda São Mateus. Quase 200 anos depois, as dificuldades financeiras da I Guerra Mundial ressoavam na região, e era muito comum encontrar lotes na localidade à venda nos jornais cariocas. Os anúncios chamaram atenção do Coronel Júlio de Abreu, que resolveu comprar vários terrenos na região e ajudar na criação da cidade. Devido a suas inclinações políticas, o Coronel Júlio resolveu homenagear o então presidente Nilo Peçanha no batismo da cidade, chamando-a de Nilopólis.

Japeri

Fotos: Reprodução; Mapio; Trip Advisor
Fotos: Reprodução; Mapio; Trip Advisor

A palavra Japeri tem origem no povo indígena Timbira, que habitava a região, e era o nome de uma espécie de gramínea que crescia nos pântanos chamada yaperi. Esse nome substituiu a antiga nomenclatura “Belém”, dada por bandeirantes paulistas que ocuparam a região.

Seropédica

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

A cidade foi reconhecida como distrito de Itaguaí em 1892, chamando-se Bananal. Porém, dois anos depois, a região já começava a ser conhecida com o nome que carrega até hoje: Seropédica. Isso se deve ao fato de que uma das propriedades do local era famosa por sua seda, que diziam ser a melhor do mundo, e daí criou-se um neologismo, formado por duas palavras: uma de origem latina, “sericeo” ou “serico”, que significa “seda”, e outra grega, “pais” ou “paidos”, que significa tratar ou consertar. Seropédica, é um local onde se trata ou se fabrica seda.

Magé

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

O atual município tem origem no povoado de Majepemirim, nome dado pelos índios Tapúias que viviam na região, e significa “cacique pequeno”. Com a expulsão dos Tapúias por Tupis, e, mais tarde, com a instalação de de colonos portugueses na região, o nome acabou sendo abreviado pelos locais para Magé.

Guapimirim

Fotos: IBGE; Reprodução/YouTube
Fotos: IBGE; Reprodução/YouTube

O nome dessa cidade também tem origem indígena, mais especificamente em um acampamento tupi em torno de uma nascente no Vale das Pedrinhas, que era chamado de Aguapeí Mirim. O nome tinha ligação direta com a localidade, uma vez que significa rio pequeno dos aguapés. A população que veio a se instalar na localidade posteriormente acabou adaptando o nome, sendo registrado distrito de Magé, em 1755, como Guapimirim.

Itaguaí

Fotos: IBGE
Fotos: IBGE

O desbravamento do atual território de Itaguaí começou no século XVII, quando os índios Tupi atravessaram da Ilha Jaguanum para a de Itacuruçá, chegando ao continente, entre os rios Tinguaçu e Itaguaí. A versão mais difundida do nome viria de Tagoahy, onde “Tagoa” quer dizer “amarela” e “hy”, “água”, significando “água amarela”, cor do leito do rio Itaguaí, devido à argila amarelada em suas margens.  

Paracambi

Fotos: IBGE; Mapa de Cultura do Rio de Janeiro
Fotos: IBGE; Mapa de Cultura do Rio de Janeiro

Antigo povoado do Ribeirão dos Macacos, teve seu crescimento orientado pelo Rio dos Macacos, que cortava a região. O significado do nome de Paracambi é “macaco pequeno”, tendo sido dado por motivo de já existir o Rio dos Macacos.


Índice – Edição I

1. Aos leitores

2. Poesia: “O Meu Lugar”, de Lisa Castro

3. Reportagem: Você sabe o que significa o nome da sua cidade?

4. Galeria: Douglas Oxy – arte de rua

5. Poesia: “Desabrigo”, de Luizão Bernardo

6. Reportagem: Mesmo sendo o manancial do Rio de Janeiro, rios da Baixada sofrem com falta de saneamento e poluição

7. Poesia: “Rendição”, de Leonardo Rocha dos Santos

8.  Reportagem: Governos e gestores prometeram renovar o sistema de trens urbanos, que tem mais de 150 anos. Veja o que saiu o papel e o que falta para melhorar

9. Galeria: William de Abreu – fotografia

10. Conto: “Prisioneira 54”, de Jacob El-mokdisi

11. Expediente

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