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Recordando

Lírian Tabosa

O silêncio
Invadia uma noite sem fim
De súbito ouvi uma música clássica e nostálgica
Que falava de uma alma que parecia ser a minha.

Um cigarro acendi
E a fumaça se perdia como o meu pensamento
Que não tinha quem lamentar
A não ser aos versos vivendo dentro de mim
A se manifestarem.

E meu EGO se expandia como um grito de terror:
Ou era a música que ouvia, ou o silêncio da noite
Que me jogava à toa na solidão
Sem ter de ninguém o amor.

Bebi, bebi tanto,
Até deixar que saísse do meu pensamento a criatura que amo.
Bebi, bebi demais
E não sei dizer como passei a noite.

Eu só sei dizer que no dia seguinte,
O meu cinzeiro estava cheio de cinzas
As garrafas vazias
E uma caneta sobre um poema.

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