Revista digital criada para discutir e desvendar a Baixada Fluminense

Edição VI

Edição VI

Uma vitrine para empreendedores culturais

Rede Cultural de Duque de Caxias reúne um catálogo de projetos e agentes culturais da maior cidade da Baixada

O setor cultural foi um dos mais afetados pela pandemia de Covid-19. Nesse cenário adverso, a produtora cultural Clara Crível desenvolveu um projeto para mapear e servir como vitrine para a cultura, a arte e a economia criativa da maior cidade da Baixada Fluminense. Inaugurada em janeiro, a Rede Cultural de Duque de Caxias, possui um catálogo que vai do artesanato ao circo, passando por espaços e notícias.

O projeto foi contemplado pela Lei Aldir Blanc, que destinou cerca de R$ 3 bilhões a projetos e agentes culturais de todo o país. Para Clara, este período tornou ainda mais relevante a profissionalização da classe artística. “[A Lei Aldir Blanc] É um motor para as pessoas que são muito invisibilizadas. Acho que a arte vai dar uma virada  na Baixada Fluminense do ponto de vista econômico”, prevê. A Rede está aberta, de forma gratuita, a inscrições de projetos e agentes que atuem no município. 

A RCDC também foi selecionada para o Laboratório de Inovação Cidadã – Territórios, uma série de encontros realizada pelo Pontão de Cultura Digital da Escola de Comunicação da UFRJ. Nas reuniões são realizadas mentorias com outros agentes culturais e uma capacitação em redes sociais, economia e design, por exemplo.

Clara Crível possui uma extensa trajetória na cultura, além de uma formação múltipla. Técnica em publicidade, é graduada em História pela UFF e cursa Produção Cultural no IFRJ, no campus de Nilópolis. Além disso, fez cursos nas áreas de teatro, cinema, desenho, roteiro, entre outras.

Foi no teatro, aliás, que ela iniciou essa jornada. Após cursar, em 2016, uma formação no Teatro Armando Mello, em Duque de Caxias, Clara fundou a Cia. Harpia, a primeira de uma série de iniciativas nesta seara. Atualmente, por meio de sua produtora, a Crível Produções, ela está trabalhando no projeto “Solos”, uma peça baseada em “O Cortiço”, clássico de Aluísio Azevedo, com foco na personagem Rita Baiana.

Clara Crível conta que essa formação tão ampla foi fundamental para seu desenvolvimento artístico e profissional. “Foi um caminho em que fui construindo passo a passo. Tenho uma visão holística, em que cada área se complementa, e tudo convergiu bem”, conta.


Índice – Edição VI

1. Aos leitores

2. Poesia: “Teia”, de Veronica Cunha

3. Reportagem: Uma quase princesa na Baixada: a história da Condessa de Iguaçu

4. Galeria: Sallis – lambe-lambe

5. Reportagem: Privatização dos serviços da Cedae: 6 perguntas sobre os impactos na Baixada

6. Poesia: “Recordando”, de Lírian Tabosa

7. Entrevista: Um papo com Lírian Tabosa

8. Poesia: “A santa hipocrisia”, de Lírian Tabosa

9. Reportagem: Uma vitrine para empreendedores culturais: Rede Cultural de Duque de Caxias

10. Galeria: Antonio Dourado – fotografia

11. Reportagem: Seis cidades da Baixada não elegeram vereadoras em 2020

12. Poesia: “Museu Nacional”, de Nice Neves

13. Conto: “Tempestade”, de Anna Diamante

14. Expediente

Navegue pela revista por meio das páginas abaixo ☟

Páginas: 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14


%d blogueiros gostam disto: